A maioria dos estudos publicados sobre televisão a aborda como uma tecnologia de difusão ou um empreendimento mercadológico, como um sistema de controle político-social ou sustentáculo do regime econômico. Esse livro se caracteriza por analisar a televisão com foco no seu conteúdo, no conjunto dos trabalhos audiovisuais que ela efetivamente produz e difunde, colocando a qualidade como a questão principal a ser avaliada.

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- Trabalhos brasileiros mais
destacados

- Os gêneros televisuais e o diálogo

- Formas fundadas no diálogo

- A narrativa seriada

- As vozes do telejornal

- O que informa um telejornal?

- Onde pesquisar televisão

- Dez reportagens que marcaram a história




- Poética da transmissão ao vivo

- A arte do improviso

- Tempo real e tempo presente

- Dez surpresas da televisão ao vivo

- Da sinestesia, ou a visualização
da música

- Música e imagem

- Reinvenção do videoclipe

- Redefinindo o videoclipe


Ficha Técnica
Código Reduzido:
19526
ISBN: 9788573598223
Código de barras: 9788573598223
Edição: 5
Número de páginas: 248
Formato: 16 X 23 cm.
Lombada: 1,4
Peso: 440 gramas
Editora: Senac São Paulo
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Preço: R$ 78,00
(Para PC)
          Resenha: A Televisão Levada a Sério
Arlindo Machado, ed. SENAC São Paulo, 2000.
          Por Rachel Librelon - raclibrelon@bol.com.br

          Em “A televisão levada a sério” Arlindo Machado se propõe a examinar a televisão de uma forma diferente daquela tradicional que parte do pressuposto de que a simples existência da televisão já é, em si, um aspecto negativo; Machado lança um novo olhar sobre a televisão, olhar apaixonado de um estudioso que realmente conhece e aprecia o meio. Ao defender a idéia de que a televisão não é o único responsável por toda decadência observada na cultura, lembra que ela caminha juntamente com outros meios também colaboradores da crescente banalização cultural.
          A questão colocada por Machado é a de que não são produzidos trabalhos de referência com uma visão positiva sobre televisão; muito do que esse meio tem de interessante é simplesmente ignorados. As análises feitas da televisão não consideram que ela pode desempenhar um papel positivo dentro da cultura, seja como um fenômeno de massa, seja como uma possibilidade de a civilização se exprimir. São estudos muitas vezes distorcidos porque os próprios teóricos e críticos de televisão costumam não gostar do meio que analisam, considerando ser de pouca inteligência apreciar este meio.
          A televisão é apresentada, geralmente, como um meio degradado e degradante, um reflexo da própria sociedade em que está inserida. Este tipo de argumento não tem fundamento, dado que, muitas vezes, os modelos são importados e não criados nos países de terceiro mundo. A televisão não pode se definir como um veículo bom ou mau sem considerar o uso que se faz dela; para se pensar em televisão de qualidade é preciso pensar em recepção de qualidade.
          Exemplos como o de acima, mostram que a televisão não pode ser considerada um meio menor, e que não pode ser excluída dos fenômenos mais importantes da atualidade. As principais críticas dirigidas à televisão decorrem principalmente do desconhecimento da diversidade existente neste meio, muitos escrevem sobre o meio sem citar um único programa, e este é um aspecto que o Arlindo Machado enfatiza na sua obra. O autor coloca que é preciso se pensar em televisão sob uma perspectiva valorativa, e para fazer isso, não há outro caminho senão lançar mão da análise de programas. Sem esse contato com o que possui o meio, colhem-se somente frutos ruins, uma vez que os estudos mostram-se superficiais. Tanto intelectuais quanto, muitas vezes, o próprio público se recusa a perceber é que há inteligência, criatividade e espírito crítico no que é produzido pela televisão. A demanda comercial e o contexto industrial não impedem o fornecimento de um serviço de qualidade.
          Arlindo Machado defende que há uma televisão de qualidade e mostra argumentos suficientes para provar isso. Porém, se muitos teóricos precedentes pecaram pelo excesso de crítica, pode-se pensar que Machado peca por se situar no extremo oposto. Mas antes de emitir qualquer juízo sobre isto, é preciso lembrar que trata-se de uma obra de ruptura e, por isso, tenta não se render ao meio termo pois, para isso, são necessários dois extremos, e um dos extremos é A televisão levada a sério.
          Para falar em televisão,Machado constrói um repertório fundamental de programas que podem ser tomados como referência. A dificuldade de escolha desse repertório inicia-se na própria conceituação do que é um programa; praticamente tudo o que passa pela telinha pode ser entendido como tal. Arlindo Machado opta então, por falar sobre gêneros televisuais, embora faça ressalvas a respeito de qualquer tentativa de classificação, uma vez que, o mais importante em uma obra é a sua individualidade e muitas fogem a qualquer tentativa de rotulagem.

- Pode-se amar a televisão?

- Televisão: a questão do repertório

- Televisão, essa desconhecida

- Uma nova maneira de pensar a televisão

- Qualidade em televisão

- Em busca do repertório fundamental

- Trinta programas mais importantes da história da televisão

- Outros trabalhos importantes
a considerar
- O videoclipe como síntese audiovisual

- Dez videoclipes arrasadores

- O grafismo televisual

- A poesia na tela

- Por uma semiótica das novas
formas poéticas

- Por que se desorganizam a linguagem
e o sentido?

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