Ao reunir inúmeras informações sobre a televisão e acompanhar os bastidores do processo de escolha da tecnologia japonesa para operar a TV digital no Brasil, Renato Cruz se viu com os elementos de uma telenovela nas mãos. Uma trama aqui desenvolvida com detalhes em high-definition. Para esclarecer o cenário atual, o autor reconstitui a chegada da televisão ao país e narra a formação das principais emissoras brasileiras, que hoje se veem obrigadas a se adaptar à chamada convergência (a possibilidade de transmissão de voz, vídeo e dados a partir de qualquer meio e de forma intercambiável).
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Ficha Técnica
Código Reduzido: 20808
ISBN: 9788573597554
Código de barras: 9788573597554
Edição: 1
Número de páginas: 252
Formato: 16 X 23 cm.
Lombada: 1,5
Peso: 470 gramas
Editora: Senac São Paulo
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Sumário
O modelo de televisão no Brasil
Poder político
A televisão em rede
Capital estrangeiro
A transição para as cores
O início da televisão no País
Concorrência difícil
Pagando para ver
As fases da história
A convergência de meios
Competição desequilibrada
A morte do telefone
A experiência da internet
A televisão fora da caixa
Produção democratizada
Sistemas precursores
Tudo sobre produção de televisão
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Enciclopédia da Mídia Eletrônica
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50 anos - Luz
Câmera e Ação
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A Televisão Digital no Brasil
Biblioteca total
O desafio da convergência
A TV digital no Brasil
A vitória do radiodifusor
Disputa entre padrões
O processo de definição
A posição da indústria
A experiência internacional
Digitalização nas emissoras
Rádio digital
Decisão política
A pesquisa sobre TV digital
Pesquisa local
Vale da Eletrônica
Pólos tecnológicos
Patentes e publicações científicas
Desafios à inovação
Políticas públicas de tecnologia
Déficit maior
Política de informática
A Zona Franca
A indústria de telecomunicações
Política de inclusão digital
Acesso efetivo à tecnologia
Disponibilidade e preço
Educação e treinamento
A inclusão pela televisão
Laptop para crianças
Inclusão além da tela
A política das comunicações
O problema da legislação
Lei Geral de Comunicação Social
Atraso na legislação
Conclusão
O processo de escolha
Fábrica de semicondutores
O desafio da internet
Inclusão digital
Desafios da TV digital
Entrevistados
Glossário



A TV digital aberta estreou no Brasil em 2 de dezembro de 2007, com transmissões na cidade de São Paulo. Trata-se da maior transformação já enfrentada pelo meio de comunicação mais popular do País. A digitalização traz a TV para o mundo da convergência, em que toda informação é transportada por qualquer tipo de rede. Apesar da posição dominante, com presença nas residências de 93% dos brasileiros, a TV entra no jogo da convergência em desvantagem: sua rede é unidirecional, e depende da infra-estrutura de uma operadora de telecomunicações para se tornar interativa, para receber informações da casa do telespectador e para servi-lo com conteúdo personalizado.
O governo brasileiro assinou um acordo com os japoneses, em 29 de junho de 2006, para que o padrão de TV digital daquele país, chamado ISDB-T, o preferido dos radiodifusores, servisse de base para o sistema adotado aqui no Brasil. A decisão sobre o padrão de TV digital foi uma vitória do poder político das emissoras de televisão sobre o poder econômico das empresas de telecomunicações. Pela primeira vez, as grandes redes de TV se viram em posição fragilizada, com sua hegemonia ameaçada pela globalização e pela convergência. Uma vez mais venceram a parada, lançando mão da força política em um ano eleitoral e adiando por algum tempo a invasão de seu mercado.
(Do livro TV digital no Brasil: Tecnologia versus política, Editora Senac São Paulo , 2008.)
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