Composição de imagem (2)
Elementos Estruturais de uma Composição
A Ditadura do Retângulo
• O olho humano tem cerca de 180º de campo visual na horizontal, assim, é mais natural para nós que as imagens sejam horizontais.
• Compor uma imagem na horizontal depreende um determinado tipo de raciocínio que é diferente para compor uma imagem na vertical.
• Um plano é composto por:
1. Enquadramento
2. A ilusão de profundidade
3. Os personagens ou objetos no Enquadramento.
O Enquadramento
• Entende-se por enquadramento o processo de isolar uma porção do nosso ângulo de campo visual.
• Um enquadramento bem feito dá ao plano o máximo de eficiência dramática e estética.
• O equilíbrio de massas e linhas ganha aqui a sua maior importância. É o próprio jogo de linhas e massas, que estabelecem determinadas relações, que acabam por criar o interesse e emoção.
• O termo enquadramento define a posição da câmera, ou ângulo de tomada de vistas, em relação ao centro de interesse e às margens da imagem.
• Ao escolher uma parte do que nos rodeia e que vai ficar no enquadramento, deixamos de fora (fora de campo), muito do resto.
• Ao enquadrar estamos a chamar a atenção para algo.
• Este é um fator decisivo para a composição, e durante a evolução do cinema o enquadramento, e os nomes de cada tipo de enquadramento foram normalizados naquilo que conhecemos como escala de planos.
Tipos de Enquadramento
• Centrado - Reforça o valor descritivo da imagem sem grandes pretensões quanto à composição. É o caso do enquadramento simétrico que apresenta, simultaneamente, dois sujeitos dispostos simetricamente e de igual valor.
• Descentrado - Convida mais à interpretação pela posição assimétrica do sujeito, que é interpretado com base na sua posição.
• Oblíquo - Reforça a sensação de instabilidade de qualquer motivo que estamos habituados a ver direito.
A Ilusão de Profundidade
• A Profundidade no cinema é antes de tudo uma ilusão, visto que, na realidade, vemos apenas uma imagem a duas dimensões.
• Essa ilusão é-nos dada:
1. Pela convergência
2. Pelos tamanhos relativos
3. Pela densidade
4. Pela justaposição
5. Pela cor
• A profundidade de campo pode ser utilizada com dois fins diferentes:
1. Dar a impressão de realidade quotidiana e conferir a um plano a objetividade da imagem.
2. Criar uma tensão dramática, opondo um centro de interesse perto do espectador a outro situado num plano mais afastado, conferindo um sentido de conflito dramático pela relação espacial que separa os dois centros de interesse.
Profundidade - perspectiva de massa
• Numa imagem, os elementos de massa podem ser distribuídos de forma a criar uma sensação de profundidade.
• A ilusão de perspectiva pode ser exagerada para transmitir uma falsa sensação de espaço.
• Não haverá mudança na perspectiva se apenas mudarmos a distância focal da objetiva que estamos a utilizar.
• Apenas há mudança de perspectiva se a posição da câmara for alterada.

Profundidade - perspectiva de linha
• A perspectiva de linha serve também para aumentar a ilusão de perspectiva.
• Para tal, deve-se evitar captar imagens com a câmara na posição frontal. Se colocarmos a câmara lateralmente em relação ao centro de interesse, aparecerão as diagonais no plano, o que, para além de dinamizar a imagem, irá contribuir para a ilusão da perspectiva.
Profundidade - perspectiva de tonalidade
• Podemos dar profundidade a um plano se dispusermos as tonalidades de modo a que:
1. As zonas mais claras fiquem em primeiro plano.
2. As zonas mais escuras fiquem no fundo.
• O contrário também poderá funcionar terminadas circunstâncias.
Profundidade - diferença de foco
• Se o centro de interesse se destacar dos outros elementos porque os últimos estão fora de foco, aumentar-se-á a profundidade da composição.
• Para, além disso, as diferenças de foco ajudam a concentrar a atenção do espectador no centro de interesse.
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