Guia de microfones (3)
Como soam?
A uma distância de aproximadamente 6 m, em um ambiente absolutamente “morto”, um bom omni e um bom cardióide podem soar de maneira bastante semelhante. Mas, se colocados lado a lado em um ambiente “vivo” (uma igreja grande ou auditório, por exemplo), será possível notar uma diferença imediata. O omni captará todas as reverberações e ecos - o som parecerá muito “vivo”. O cardióide também captará alguma reverberação, mas muito menos, e seu som não se alterará tanto quando comparado ao som do ambiente “morto” (é o “Fator de distância” em ação.).
Se você estiver em um ambiente muito ruidoso e puder apontar o microfone para longe do ruído, uma comparação mostrará que o cardióide apresentará melhor relação entre som desejado ou indesejável do que o omni.
Figura 8: Influência do efeito de proximidade na resposta do microfone direcional
Efeito de proximidade
Agora vamos repetir a comparação acima, só que desta vez com os microfones muito prórreno, ao cantar bem próximo e depois alternar para um som mais penetrante cantando mais alto enquanto afasta o microfone. Esse tipo de utilização criativa exige alguma prática, mas é
Impedância
Uma importante característica de um microfone é a sua impedância de saída. Esta é medida da resistência AC olhando-se de volta para o microfone. De maneira geral, os microfones podem ser divididos em microfones de baixa (50 - 1.000 ohms), média (5.000 - 15.000 ohms) e alta (mais de 20.000 ohms) impedância. A maioria dos microfones da Audio-Technica são classificados como de baixa impedância. Eles funcionarão ligados diretamente a entradas de mixers de 150 ohms até aproximadamente 4.000 ohms e devem ser ideais para a maioria dos gravadores de fita e mixers atualmente existentes. É claro que alguns usuários poderiam desejar utilizar um microfone de baixa impedância da Audio-Technica em uma entrada de alta impedância (50.000 ohms); por isso oferecemos o transformador de casamento de linhas de microfone CP8201. Ele deve ser posicionado o mais próximo possível da entrada do equipamento eletrônico; assim, a maior parte do cabo do microfone será de baixa impedância e balanceado em relação ao terra. Eis o motivo.
Há um limite para a quantidade de cabo que deve ser utilizado entre um microfone de alta impedância e a sua entrada. Qualquer coisa acima de aproximadamente 6 m resultará em perda de altas freqüências e de nível de saída. Com microfones e cabos de baixa impedância, os cabos do microfone podem ter quase qualquer comprimento prático, sem perdas significativas de qualquer tipo.
Saída balanceada
A maioria dos microfones da Audio-Technica dispõem de saída balanceada. Uma saída balanceada proporciona vantagens reais ao gravador sério. Linhas balanceadas são muito menos suscetíveis à RFI (Interferência de radiofreqüência) e captação de outros ruídos elétricos e zumbido grave (ronco). Em uma linha balanceada, a blindagem do cabo é conectada ao terra e o sinal de áudio percorre os dois condutores internos, que não são conectados ao terra. Como, a qualquer momento dado, as correntes de sinal fluem em sentidos opostos no par de condutores de sinal, o ruído que é comum a ambos é cancelado (“rejeição em modo comum”). Este cancelamento não pode ocorrer quando são utilizados apenas um condutor de sinal e a blindagem. É perfeitamente possível conectar um microfone de baixa impedância diretamente a uma entrada não balanceada de baixa impedância, mas o benefício do cancelamento de ruído será perdido. Isso não deve ser problema com cabos curtos, mas se forem utilizados cabos mais longos, é preferível uma entrada balanceada.
Faseamento de microfones
O faseamento de microfones é mais importante quando dois (ou mais) microfones são utilizados um perto do outro e, em seguida combinados em um único canal, ou quando a gravação é em estéreo. Se forem cabeados fora de fase um em relação ao outro, os níveis de sinal e o equilíbrio tonal serão adversamente afetados e podem apresentar alterações bruscas devido a pequenos movimentos da fonte de sinal ou dos microfones. Em estéreo pode ocorrer deficiência de imagem, localização imprecisa de instrumentos e redução de freqüências baixas. O termo “fora de fase” é empregado para descrever um microfone que está cabeado com polaridade invertida em relação a um outro. Embora “fora de fase” não seja uma expressão tecnicamente correta quando se fala sobre o que é, na verdade, inversão de polaridade, o seu uso é tão generalizado que foi incluído aqui para ajudá-lo a entender a “linguagem” do áudio.
muito eficiente. Por outro lado, cantar no mesmo volume (sem ter em mente efeitos especiais), aproximando e afastando o microfone, criará problemas de equilíbrio tonal, além das alterações no nível global do microfone. Alguns artistas também gostam de trabalhar sempre bem próximos para “reforçar” uma voz normalmente “suave”.
O efeito de proximidade pode ser utilizado com eficiência para eliminar a realimentação em uma situação de reforço de som. Se um artista trabalhar muito próximo ao microfone e não necessitar do reforço nos sons de baixa freqüência, é possível utilizar um equalizador para diminuir a resposta de baixos do canal. Isso torna o microfone menos sensível à realimentação em freqüências baixas, uma vez que ele agora está menos sensível a qualquer sinal de baixa freqüência que chegue de mais de 30 cm de distância (essa técnica de equalização também ajudará a diminuir o efeito de qualquer ruído devido à movimentação).
Qual padrão é o "melhor"?
A escolha entre um microfone direcional ou omnidirecional pode depender da aplicação (gravação X reforço de som), das condições acústicas, da distância de trabalho exigida e do tipo de som que se deseja obter. Os microfones direcionais podem eliminar ruídos indesejáveis, diminuir os efeitos da reverberação e aumentar o ganho antes da realimentação. Em ambientes com boas condições acústicas, microfones omnidirecionais, adequadamente posicionados, podem preservar o “som” do local de gravação e muitas vezes são preferidos por sua resposta plana e isenção de efeitos de proximidade.
Os microfones omnidirecionais normalmente resistem melhor ao ruído de vento, a ruídos mecânicos ou de movimento do que os microfones direcionais. Os omnis também são menos suscetíveis aos “estalos” causados por certas consoantes explosivas na fala, como “p”, “b” e “t”. Gravadores sérios sem dúvida desejarão ter os dois tipos disponíveis de microfones prontos para todas as situações de gravação.
A Audio-Technica faz o cabeamento de seus microfones em conformidade com a convenção mais popular da indústria: Uma pressão acústica positiva no diafragma gera uma tensão positiva no pino 2 do conector de saída de 3 pinos ou na extremidade de um plugue de 1/4 pol. É evidente que o faseamento consistente (polaridade) precisa ser preservado em todos os cabos entre o(s) microfone(s) e o equipamento eletrônico.
Sensibilidade
Não é muito fácil comparar valores de sensibilidade de microfones, pois os diversos fabricantes podem utilizar outros sistemas de avaliação e medida. De maneira geral, a saída de um microfone (em um campo sonoro de intensidade específica) é especificada em dB (decibéis) em comparação com um nível de referência. A maioria dos níveis de referência está bem acima do nível de saída do microfone; por isso, o valor resultante (em dB) será negativo. Conseqüentemente, um microfone com uma sensibilidade de -55 dB fornecerá mais sinal aos terminais de saída do que um outro com -60 dB. .
A Audio-Technica tipicamente classifica a sensibilidade de um microfone em termos de tensão de saída a circuito aberto. Especificado em dB-em-relação-a-1-volt ou em milivolts (mV) verdadeiros, esta é saída fornecida pelo microfone com uma pressão sonora declarada (SPL) de entrada. A Audio-Technica utiliza uma pressão sonora de referência de 1 Pa (Pascal), que equivale a 94 dB SPL ou a 10 dinas/cm2. (Uma referência de 0,1 Pa equivale a 74 dB SPL ou 1 dina/cm2). Na maioria dos equipamentos de áudio modernos, as impedâncias de entrada de microfone são significativamente mais elevadas do que a impedância de saída do microfone, podendo ser consideradas, portanto, como um circuito aberto. Isso torna a medição de tensão em circuito aberto uma útil ferramenta para comparar sensibilidades de microfones.
Saber como ler/comparar sensibilidades de microfone (saída) é importante, mas o valor real de sensibilidade geralmente não é um dos principais fatores a levar em consideração para selecionar um microfone. Na verdade, a saída do microfone é um fator considerado no projeto do microfone para uma determinada aplicação. Por exemplo, os microfones "shotgun" da Audio-Technica apresentam níveis de saída mais elevados do que o "normal" porque precisam manter uma tensão de saída utilizável com fontes sonoras distantes.
É importante observar, no entanto, que quando alguém diz que "o microfone está distorcendo", com bastante freqüência é a entrada do equipamento eletrônico (mixer/amplificador/gravador) que está causando sobrecarga e distorção. Isso é mais provável de ocorrer com microfones condensadores de alto nível de saída da Audio-Technica e com microfones dinâmicos Hi-ENERGY® com ímã de neodímio. Se o som de nível elevado estiver criando distorção, antes de culpar o microfone, tente inserir um atenuador entre o microfone e a entrada correspondente. O AT8202 da Audio-Technica, projetado para ser utilizado com microfones balanceados de baixa impedância, dispõe de uma chave seletora para baixar o nível em 10, 20 ou 30 dB e geralmente resolverá o problema. Alguns mixers têm um "teclado de entrada" chaveável para ajudar a evitar a sobrecarga.

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Importantes características de microfones
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