Técnicas básicas de iluminação
Ricardo Pizzotti

Da mesma maneira que o som deve ser controlado na produção de um disco, a luz deve ser controlada com habilidade no registro de uma imagem.
Copyright - 2009 - 2010 - Ricardo Pizzotti
          Não existe imagem sem luz. Basicamente o que uma câmera faz é captar luz.
          Todos são influenciados pela luz, ela é de fundamental importância para transmitir emoção ao espectador. A iluminação acrescenta humor, clima e dramaticidade a uma cena. Um ambiente bem iluminado passa alegria, uma cena a meia-luz é mais intimista, uma rua escura transmite perigo. A iluminação ajuda a separar planos, dá profundidade à cena, destaca a textura, revela o caráter de um personagem.
          A iluminação de vídeo, fotografia ou cinema tem como referência a luz solar. É nela que baseamos a estética de todas as outras fontes.
          A luz solar produz sombras duras quando atinge diretamente um motivo por ter seus feixes luminosos alinhados numa mesma direção. Entretanto, quando é rebatida em alguma superfície torna-se uma luz suave. Por isso, a característica de uma luz nem sempre é dada pela fonte, mas pelo modo como chega à cena. Assim, podemos classificar uma luz como dura quando ela é direta ou como suave ou difusa quando atinge um assunto indiretamente.
         
         
Iluminação dura
          Uma luz dura produz sombras bem marcadas entre a parte clara e a escura. É chamada de direcional por ter seus feixes luminosos em uma mesma direção Nas gravações em externas é usada para manter a luz do dia disfarçando o movimento do Sol. É bastante utilizada também em estúdio, na iluminação geral do ambiente, em cenários e em shows.
          Os refletores de luz dura são potentes e podem ser de vários tipos:
          Spots - Com potência variando de 250 W a 10 kW os spots são construídos de modo que produzam feixe de luz em direção reta.
         












         
         




         







          Mini-brutes
- Formados por várias lâmpadas posicionadas lado a lado resultando um feixe luminoso de pouca concentração mas de largo alcance. Ótimo equipamento para cobrir grandes áreas com longa profundidade ou rebatidas. Os maiores são chamados de Maxi-brute.
          Canhões (follow-spots) - Possuem um sistema óptico complexo e sofisticado produzindo um feixe de luz extremamente concentrado, de longo alcance e direcional. São utilizados para imitar a luz solar, para seguir uma pessoa em shows num círculo de luz ou quando são exigidas sombras bem nítidas e marcadas.



                                   
             Iluminação suave
          A iluminação suave (soft) é a que produz sombras desfocadas com mínima demarcação entre o claro e escuro. É utilizada quando se deseja pouca transição entre a área iluminada e não - iluminada.      A luz suave é difusa e não direcional, com os raios luminosos propagando-se em várias direções. O grau máximo de difusão é conseguido quando a luz é rebatida, refletida de maneira indireta sobre o assunto. Os principais refletores e lâmpadas que produzem esse tipo de luz são:
         










          Fill-lights - Semelhante ao spot fresnel, mas com um sistema óptico simples, sem lentes. Seu foco de luz é direcional mas não concentrado, gerando sombras suaves.
          Bacias ou geladeiras (sky-pans) - Caixa de luz photoflood que oferece alto rendimento de luz em estúdio. Ideais para atenuar sombras, entrevistas com pessoas com rugas, iluminação de peças brilhantes como jóias e metais.










        
          Refletores de pano PAR (luz do dia) - Possuem lâmpadas na barra central gerando luz refletida. Produzem feixe de luz difuso, aberto e de alcance médio com sombras suaves. Bons para iluminar rostos e detalhes de produtos.
         Refletores de ciclorama (mini-light) - Pequenos e leves, não possuem mecanismos ópticos nem lentes. Sua luz é pouco concentrada gerando sombras suaves.
         






         

        

         King flood - Refletores montados com calhas paralelas de lâmpadas fluorescentes especiais.





         
      





   
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Veja também:
          Spots fresnel - Os mais utilizado em estúdios de televisão devido a sua facilidade de uso e versatilidade. Possuem sistema óptico complexo e sofisticado que permite concentrar mais ou menos o foco luminoso. Sua potência pode variar de 100 até 20.000 W. Oferecem uma luz semi-difusa quando o foco está aberto e uma luz dura quando está fechado. Possuem “bandôs” (barndoors) que evitam a dispersão da luz nas laterais.
Fresnel Arri
          Elipsoidais - Têm o mesmo sistema de lentes do canhão (follow -spot), com atuação de longo alcance, mas com uma transição entre o claro e escuro menos demarcada. Alguns elipsoidais aceitam máscaras (cookies) entre a lâmpada e as lentes e padrões para projeção em fundos. Trabalham em sua maioria com lâmpadas halógenas.
Acento elipsoidal da Dexel
          Panelas (scoops) - Refletores de área luminosa com 70 graus de foco dirigido, sistema óptico simples, sem lentes e de baixo custo. Seu feixe de luz é bastante aberto e semi difuso com controle de foco com pouca atuação. A transição entre o claro e escuro é pouco percebida. São ótimos para iluminar grandes áreas e para iluminação complementar ou principal de características suaves.
          Refletores retangulares (broad lights) - Usam lâmpadas de halogênio e são empregados em iluminação de fundos, paredes e cicloramas. Como projetam sombras, não são ideais para movimentação de atores. Para atenuar a luz costuma-se rebatê-la em superfície branca.
          Soft-lights - Produzem uma luz ainda mais espalhada que o panelão, com sombras imperceptíveis. Têm pouco alcance e pequena área de cobertura.
Mídia Eletrônica Profissional